17 de Outubro 2017 | 16:29

A Sala São Paulo é uma das mais importantes casas de concertos do Brasil. Localizada no centro da capital paulista, no prédio histórico da antiga Estrada de Ferro Sorocabana, é sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Seu conjunto arquitetônico data de 1925 e integra o patrimônio histórico da cidade. A Sala nasceu da adequação e restauro da Estação Júlio Prestes e foi inaugurada em julho de 1999.

Entre suas peculiaridades está o teto ajustável, um sistema que une elementos da arquitetura original do edifício com novos conceitos de arquitetura e tecnologia. O teto da Sala São Paulo pode chegar a uma altura máxima de 25 metros acima do piso principal. Nesse teto, 15 painéis, com 7,5 toneladas cada, são contidos por 20 cabos. Os painéis podem ser controlados individualmente, permitindo que o volume do hall possa variar entre 12 mil e 28 mil m³, o que assegura que a intensidade de qualquer composição tenha o seu conceito acústico respeitado.

Todo esse sistema é controlado por computadores, travas e sensores automáticos. Além disso, 26 banners de veludo podem ser movimentados a até oito metros de altura, de acordo com as vibrações necessárias. Ao longo do teto, uma cobertura respeita o conceito do projeto original do edifício, mas usa materiais mais modernos, como telhas termoacústicas confeccionadas em policarbonato.

Desafio

Ultimamente, a Sala São Paulo vinha enfrentando dificuldades em relação ao sistema de movimentação dos painéis, que já era automatizado. O controle desse sistema era feito por CLP e inversores de frequência fabricados por uma empresa que não mais operava no Brasil. Com isso, a cada necessidade de manutenção, era problemático encontrar peças de reposição e pessoas com conhecimento sobre aquela tecnologia, que também já estava ultrapassada. Perdia-se tempo nessa busca e poderia se comprometer a excepcional qualidade acústica da Sala. Diante disso, no segundo semestre de 2013, a Osesp, administradora do espaço, buscou no mercado opções para modernizar o sistema de controle do teto.

Solução

• Controlador CompactLogix L33ER

• 18 inversores de frequência PowerFlex 755

Entre as alternativas apresentadas à Osesp por diferentes empresas especializadas em automação, destacou-se a da Tago Automação Industrial, que com o suporte, especificação e total apoio do Distribuidor Autorizado Ladder-Edge, propunha uma reformulação total do sistema. “Nossa proposta foi a escolhida por apresentar a melhor solução técnica, conforme avaliação dos responsáveis pela manutenção mecânica dos equipamentos”, destaca Osvaldo Kirst, diretor da Tago. 

A Tago projetou um sistema com controlador CompactLogix L33ER e 18 inversores de frequência PowerFlex 755, ideais para a aplicação de elevação de carga, como é o caso das placas móveis do teto. A expectativa de Daniela Marcondes, gerente de Manutenção e Obras da Osesp, é “de redução de custos com pessoal para operação das placas e com a manutenção das peças, pois, com o novo sistema, teremos maior eficiência e rendimento dos motores”. E uma das características mais importantes dessa solução, e que irá ajudar a Osesp a ter suas expectativas atendidas, é a reconfiguração automática dos inversores – do tipo plug-and-play, permitindo que o sistema se autoconfigure, dispensando especialistas. Essa capacidade de autoconfiguração automática é possível através da Função ADC (Automatic Device Configuration).

Resultados

• Redução de custos com pessoal para operação das placas e com manutenção de peças, graças à capacidade de reconfiguração automática dos inversores, do tipo plug-and-play.

• Maior eficiência e rendimento dos motores.

Como um dos espaços culturais mais procurados pelo público que mora na região e também pelos turistas que visitam a capital, a Sala São Paulo tinha um prazo curto, dentro do qual precisava ter o sistema não apenas substituído, mas também em perfeita operação.

Em menos de 30 dias, o sistema de controle do teto estava pronto para se movimentar conforme a variada e extensa programação da Sala. “A capacidade de atender no prazo estabelecido pela Osesp também foi fator decisivo para a proposta da Tago sair vencedora, e isso foi facilitado por nossa escolha da tecnologia da Rockwell Automation destaca Kirst. Testes de plataforma foram realizados dentro da Tago, de modo que, ao levar o sistema para a Sala, foram necessários apenas ajustes finos. “Conhecíamos a marca Rockwell Automation, mas não havíamos trabalhado com ela anteriormente. Até o momento, a empresa tem nos atendido de maneira satisfatória, e os produtos apresentaram o desempenho esperado”, afirma Daniela. Essa satisfação do cliente final abre boas perspectivas para a Rockwell Automation e Ladder-EDGE participarem da expansão da automação da Sala São Paulo, que pretende integrar ao sistema de controle do teto a automatização de outros elementos, como o palco.  

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